quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Executiva do Waze lamenta morte no Rio

Di-Ann Eisnor, COO do aplicativo, diz que vai se unir a governo do estado e comunidade para dar respostas.


Di-Ann: "Sabemos que lidamos com situações sociais complicadas, mas temos que dar as respostas e começaremos a fazer isso amanhã"


Seguindo o caminho traçado pelo aplicativo Waze, o casal Francisco e Regina Murmura entrou em uma favela de Niterói e teve o carro alvejado por balas disparadas - a mulher morreu, A situação foi trazida à tona por uma pergunta do auditório durante a apresentação de Di-Ann Eisnor, COO global do Wazer, no Maximidia - com mediação de Yacoff Sarkovas, CEO da Edelman Significa. 

A executiva se disse triste e chocada pelo que aconteceu e informou que vai se reunir com o governo do estado do Rio de Janeiro e com a comunidade para dar uma resposta para que situações similares não voltem a acontecer. “Ficamos tristes com o que aconteceu. É muito chocante. A realidade da situação é que agora, qualquer GPS vai te dar um caminho e tentamos entender a melhor forma de fazer isso. O Brasil nos ajudou a entender novos caminhos como aplicativo e está sendo o mesmo agora”, afirma.

Nesta quarta-feira, 7, executivos do Waze estarão no Rio para tentar ajudar a resolver a situação. “Amanhã, nos encontraremos com agências governamentais do Rio de Janeiro para tentar ajudar a resolver a situação. A tecnologia não tem como entender tudo e há questões humanas por trás. Uma combinação entre governo, tecnologia e comunidade vai tentar entender como ajudar", diz.

Para o aplicativo, não é tão simples impedir que motoristas naveguem para uma região perigosa se este é o destino final, já que muitas pessoas moram ali e precisam saber como se locomover. A solução passa por entender das autoridades do Rio o que a cidade está fazendo para lidar com os riscos de dirigir em alguns pontos. Os editores de mapa também são importantes, pois são responsáveis por identificação de rotas e em aumentar o conhecimento do Waze sobre riscos. "Sabemos que lidamos com situações sociais complicadas, mas temos que dar as respostas e começaremos a fazer isso amanhã”, afirmou Di-Ann.

Envolver comunidade
Nascido como startup e adquirida há dois anos e quatro meses pelo Google, o Waze aprende a lidar com questões complicadas a um aplicativo com alcance global. Com a missão de “ajudar os condutores a ganhar minutos todos os dias”. A cultura da empresa é de envolver a comunidade para trazer informações atualizadas, e constante foco em melhorar o produto e o impacto que ele traz para o mundo.

A comunidade do Waze tem 25 milhões de editores por mês, com 350 mil edições de mapa por dia, em 50 países. Com eles, o Waze se comunica de maneira autêntica. Para que mais gente utilize o serviço, o Waze precisa cuidar do engajamento de cada um. “Sabe a principal razão de alguém parar de utilizar o Waze? É o esquecimento. As pessoas entram no carro e só depois lembram que o Waze pode ajudar”, afirma a executiva.
O Brasil é o segundo maior mercado do Waze em número de usuários e São Paulo, sim, é a maior cidade em número de usuários do aplicativo. Essa força do Brasil não se reflete apenas na escala, mas no engajamento. A proximidade do brasileiro com o aplicativo permitiu que o Waze desenvolvesse novas ferramentas utilizadas globalmente. Por exemplo: a adaptação ao rodízio de veículos, já que o aplicativo consegue levar o veículo para caminhos fora da zona de multas. O produto foi lançado recentemente. O Waze também é capaz de identificar as condições climáticas para informar a melhor rota. Agora, trabalha em algoritmos para avisar ou evitar zonas escolares e lombadas.
A empresa é parceira de mídia de mais de 100 emissoras de 15 países. No Brasil, tem seu produto ajudando nas informações da TV Globo. “Levamos a experiência do Waze para a casa das pessoas. Além disso, pensamos em como os anunciantes podem se engajar com o produto, mas respeitando a forma como ele se encaixa na comunidade. Tem que ser algo que se adiciona à experiência”, analisa. Um exemplo foi a divulgação do novo filme da série Exterminador do Futuro, através da voz de Arnold Schwarzenegger - baixada por 1,5 milhões de usuários. As principais oportunidades de anúncios estão relacionados a mobile e location based marketing.
Parcerias com cidades
A conversa do Waze com o governo do Rio de amanhã não será a primeira. O aplicativo já havia fechado uma parceria com a cidade para salvar tempo dos indivíduos e, consequentemente, da cidade. “O Brasil nos ajudou a inovar. Usando nossos dados, é possível saber o que acontece nas cidades. Já temos o programa em 40 cidades. Muitas rotas de caminhões de lixo, por exemplo, mudaram, trazendo mudanças reais para a cidade”, informa Di-Ann.





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