domingo, 21 de junho de 2015

CEO Waze vs. CEO GPS

As organizações precisam se acostumar com os profissionais que não buscam as soluções olhando para os mapas ou para o GPS.

O mundo está mudando a uma velocidade incrível, fruto das inovações e rupturas tecnológicas. Essa realidade tem provocado enorme ansiedade entre os executivos e a necessidade de revisar estratégias organizacionais continuamente. Alguns CEOs ainda lembram com saudade dos planos quinquenais (ou algo do gênero) que as empresas realizavam. Havia uma falsa sensação de estabilidade e direção. Os CEOs, juntamente com um pequeno grupo, eram os responsáveis por traçar os rumos da empresa e, de tempos em tempos, revisavam seu posicionamento em relação à meta. Era o tempo do GPS. Os executivos que sabiam onde estavam e para onde queriam ir. O mapa (estratégico) mostrava o caminho e todos seguiam suas diretrizes no detalhe. A máxima do comando e controle regia as organizações. Como meu pai dizia: manda quem pode e obedece quem tem juízo!

Os tempos mudaram e a velocidade dessas mudanças globais e locais está exigindo outras habilidades desses executivos. Eles precisam agora se sentir confortáveis com a jornada. Precisam interagir com inúmeros stakeholders para engajá-los na construção de um plano estratégico e tático que seja maleável e adaptável ao longo do caminho. É preciso conviver com o desconforto e incertezas da versão Beta, aquela que pode não estar 100% correta no ponto de partida, mas que vai se aprimorando no percurso. Esse é o CEO Waze. O que vai do ponto A para o B de forma mais eficiente ao interagir com o meio ambiente. É o profissional antenado com o que está acontecendo e não tem medo de dar uma guinada ríspida na busca do melhor resultado, com o menor esforço e com o maior lucro.

Em meio a um biênio extremamente desafiador, atenuado pelo cenário macroeconômico, as organizações queimam neurônios para sustentar o crescimento a médio e longo prazo. Muitas empresas, ao repensar suas estratégias de mercado, partem da premissa de focar em redução de custos e manter as margens de rentabilidade. A primeira ação prática é buscar o “executivo Waze” que esteja preparado para esses desafios. Observo que esse perfil demandado precisa, além de apresentar os resultados, denotar a forma de como eles são alcançados. O profissional, então, se vê em um cenário em que a competição não diminuirá, sendo amplificada a cada semestre com a inserção de outros executivos no mercado em busca de maiores fatias.

Em uma pesquisa que fizemos ainda em 2013 com CEOs de grandes empresas brasileiras, para entender quais seriam as suas prioridades para os próximos cinco anos e como iriam se preparar frente ao contexto econômico mundial, revelou-se que a preocupação com a busca e desenvolvimento do capital humano está no topo da agenda. Parece que as companhias conseguiram quantificar a enorme diferença entre “THE BEST” e “THE REST” e estão dispostas a investir para garantir esse diferencial competitivo.

Como consequência disso tudo, as organizações precisam se acostumar com os profissionais que não buscam as soluções olhando para os mapas ou para o GPS, eles estão construindo o caminho enquanto dirigem e interagem com todo o sistema. Essa postura requer resiliência, atenção às inúmeras variáveis e coragem para mudar de rota quando necessário. Fácil? Claro que não! Mas você já tentou desafiar o seu Waze achando que sabia um caminho melhor? Eu me dei mal em todas as vezes que insisti na minha “lógica”. E nos negócios é preciso assumir riscos. Como você vai agir daqui para frente?!

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