domingo, 11 de agosto de 2013

Pai e filho dividem a mesma profissão e o amor por um taxi


Umuarama - Em algumas famílias as profissões passam de pai para filho, mas hoje, no Dia dos Pais, o jornal Umuarama Ilustrado vai contar uma história diferente, na qual o pai, Juraci Giroto, seguiu a profissão do filho, Cláudio Giroto, ambos taxistas. Contudo, o amor pela profissão não parou por aí e hoje une toda a família atrás do volante de um taxi. 
Orgulhoso com seu filho e sua profissão, Juraci Giroto, de 63 anos, sempre foi motorista, porém nunca tinha trabalhado com um taxi, até o convite do seu filho. Foi em 2001 que Cláudio Giroto, de 35 anos, viu uma oportunidade de encaixar seu pai em um ponto de taxi e aproximar ainda mais a família. “Há mais de 10 anos trabalhamos unidos, mesmo com a correria da vida de taxista sempre estamos um próximo do outro e isso é muito bom”, disse.
Esse ano pai e filho completam 12 anos trabalhando juntos na mesma profissão. Para Juraci, poder presenciar seu filho crescer fisicamente e profissionalmente, como também estar perto nos momentos difíceis e os alegres é o melhor presente que um pai pode receber alongo desses anos. “Tenho orgulho do meu filho da nossa carreira. Mesmo sendo um serviço perigoso é muito bom estar junto”, ressaltou.
Logo no início da carreira de Giroto, o pai, toda a família foi abalada por uma fatalidade. Com menos de quatro meses trabalhando de taxista, o umuaramense, em uma corrida no período da noite, foi baleado com oito tiros por pessoas que estavam no interior do taxi. Ao receber a notícia, seu filho que estava em uma corrida procurou o pai nos hospitais imaginando o pior. “No instante que recebi a notícia pensei que tinha perdido meu pai, entrei em choque”, ressaltou.
Após o susto e sem risco de perder a vida, a família Giroto precisava levantar dinheiro para pagar o hospital e o tratamento. Sem alternativa, a mãe de Juraci, que preferiu não se identificar, assumiu o volante do patriarca e permanece até hoje fazendo corridas pelas ruas e avenidas de Umuarama. “Após meu pai se recuperar, minha mãe continuou no taxi e hoje somos uma família de taxistas. Agora minha esposa também assumiu a profissão aumentando nossa frota”, contou Giroto, o filho.

Dia dos pais
A profissão proporcionou a pai e filho permanecerem mais próximos e vivenciarem os momentos um do outro. “Tive a oportunidade de ficar próximo da minha família, isso representou muito no meu caráter. Hoje desejo um feliz dia dos pais para o meu e todos os demais, pois esses são os verdadeiros heróis”, disse Cláudio.

A vida de taxista
Entre uma corrida e outra, pai e filho contam a aventura de cada hora encontrar uma pessoa diferente no interior de seus taxis. Fora os incidentes com marginais e problemas de trânsito, os umuaramenses contam fatos inusitados da profissão como fazer um parto e ter que correr com uma noiva pelas ruas e avenidas da cidade. “Cada dia é uma surpresa. Uma vez tive que fazer um parto dentro do meu taxi, foi uma experiência única na minha vida. Hoje além de macaco, estepe e cinto de segurança carrego luvas cirúrgicas no meu taxi”, lembrou Giroto. 

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