sábado, 6 de julho de 2013

Táxi aéreo Brasil.

Político não tem mesmo vergonha na cara! Nem mesmo com as intensas
 manifestações por ruas de todo o País pedindo ética, responsabilidade e 
o fim da corrupção os políticos se intimidam. Na semana passada, foi uma
 correria no Congresso Nacional para aprovar leis engavetadas há muito
 tempo e até mesmo o presidente do Senado, Renan Calheiros, se apressou
 na votação de projeto que considera a corrupção crime hediondo. Logo ele 
que não é bom exemplo e precisou renunciar o mandato na legislatura 
passada para não ser cassado, quando utilizava dinheiro de empreiteira
 para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, com quem tem
 uma filha. Mas quando se tinha esperança de que a voz das ruas pudesse
 ecoar positivamente no Congresso Nacional e ministérios do governo, os 
políticos voltam a dar maus exemplos, sem demonstrar qualquer intimidação
 e medo da reação popular. Absurdamente os presidentes do Senado, Renan
 Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, ambos do
 PMDB, utilizaram aviões da Força Aérea Brasileira para o lazer deles, 
familiares e amigos. Como se a FAB fosse uma empresa de táxi aéreo e tudo
 pago com o dinheiro do contribuinte. O decreto 4244 de 2002 diz que aviões 
da FAB podem ser requisitados por autoridades por “motivo de segurança e 
emergência médica, em viagens a serviço e deslocamentos para o local de 
residência permanente”. Mas não foi bem assim. O deputado Henrique 
Eduardo Alves usou o avião da FAB para ir ao Rio de Janeiro com a noiva e 
familiares para ver o jogo da seleção brasileira, com custo estimado em 
R$ 158 mil. Já Renan Calheiros (nome muito lembrado nos protestos com
 a frase “Fora Renan”), disse que tem direito de usar avião da FAB e se recusa
 a ressarcir os cofres públicos. Renan viajou para Trancoso, na Bahia, para 
participar do casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDB). 
Acompanhado da mulher, Verônica, o presidente do Senado requisitou um avião
 modelo C-99 da FAB para ir de Maceió a Porto Seguro às 15h do dia 15 de junho,
 um sábado. O voo de volta foi às 3h do domingo, para Brasília. Também o ministro
 da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB), também usou um Learjet 35 
da FAB no fim de semana para ir ao Rio de Janeiro assistir à final da Copa das 
Confederações no Maracanã. Quem moral tem esses políticos para pregarem a 
moralidade? O Brasil está de olho e as manifestações nas ruas podem crescer, 
exatamente em direção ao Congresso Nacional e ministérios em Brasília. Todo 
cuidado é pouco! Lógico que a repercussão é bastante negativa, principalmente 
em relação ao “todo-poderoso” coronel das Alagoas, Renan Calheiros, que não
 quer ressarcir os cofres públicos. Numa reação ao uso de aviões da FAB para
 compromissos particulares, congressistas defendem maior transparência na 
divulgação dos voos de autoridades pela Aeronáutica. Na Câmara, o deputado
 Chico Alencar (PSOL) apresentou projeto que obriga o Executivo a divulgar,
 inclusive no Portal da Transparência, não apenas os pedidos de viagens em 
aviões da FAB, mas a data, o motivo e a lista de passageiros. A proposta do 
deputado amplia o decreto presidencial que estabelece regras para o uso de 
aeronaves oficiais. Já o senador João Capiberibe (PSB) encaminhou ofício à
 Controladoria Geral da União para que determine a divulgação, pelo Ministério
 da Defesa, da relação de voos da FAB requisitados por autoridades dos três 
Poderes. “O Brasil tem uma tradição de uso patrimonialista dos equipamentos,
 daquilo que é público, de forma privada. Eu acho que a sociedade já não tem 
mais porque tolerar esse comportamento”, afirmou o senador.
fonte: jornal da manhã

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