quinta-feira, 11 de julho de 2013

O taxista - Lenda Urbana

História
(adaptação-livre do vídeo "A Mulher do Táxi do Domingo Legal

" por Sinuhe Laurenti Preto)

Diz a lenda que certa vez, um taxista chamado Arnaldo 
encerrava o seu expediente após um longo e cansativo dia.
 Depois de deixar o seu último cliente no local desejado,
 se encaminhava para sua casa, louco para chegar logo
 e descansar para mais um dia de trabalho. Porém, durante
 o caminho, avistou na primeira esquina uma mulher muito
 formosa, esbelta e que precisava de uma carona. Logo à 
primeira vista, Arnaldo se animou com a oportunidade, 
já que havia um tempo que ele tinha se separado de sua
 mulher. Parou o carro ao lado da moça e perguntou:
- Aonde a senhorita gostaria de ir?
- O senhor poderia me levar para passear pela cidade?

 - indagou a mulher de forma tão doce.
- A senhorita não tem medo de ficar passeando por aí

 durante a madrugada? - perguntou Arnaldo, inconformado
 com a resposta da misteriosa mulher.
- Leve-me nos lugares mais bonitos da cidade que o senhor

 será recompensado.
Arnaldo aceitou a proposta e pediu para a mulher entrar 

no carro. Curiosamente, ela pediu que o taxista abrisse a 
porta para ela, pois não podia encostar na maçaneta.
 Esse fato deixou Arnaldo muito confuso, mas preferiu
 prosseguir com a viagem.

O taxista serviu como um guia turístico durante aquela

 noite. Levou-a aos lugares mais interessantes da capital
 paulista, desde museus históricos, como o MASP, até
 aos locais famosos como o Parque do Ibirapuera. Em 
todos os lugares em que parava, a misteriosa mulher 
descia do carro, novamente com a ajuda de Arnaldo
 para abrir a porta, e deslumbrava aquele momento 
como uma criança que vê algo pela primeira vez. 
Rodopiava e dava risada, impressionada com as 
maravilhas que Arnaldo apresentava para ela durante
 o passeio. Arnaldo estava tão encantado com a beleza
 da moça que nem o sono foi capaz de prejudicá-lo
 durante o caminho.
Ao longo do percurso, a bela mulher revelou a Arnaldo

 que aquele dia era o seu aniversário e ela costumava
 passear pela cidade durante a madrugada para comemorar
 a data festiva todos os anos. Ao mesmo tempo, quando 
avistaram um belíssimo lago, a senhorita se lamentou de 
não poder banhar suas mãos. O taxista indagava o motivo, 
mas ela respondia que ele não seria capaz de entender.
 Arnaldo novamente se confundia com as particularidades
 esquisitas da cliente.

Muitas horas se passavam, o dia quase já amanhecia 

quando a mulher requisitou ao taxista que a deixasse no
 local onde ela estava inicialmente. Arnaldo se animava
 com a quantia que receberia dela após tantas ruas 
percorridas.
Estacionou o carro. Ela agradeceu a viagem e foi saindo

. O taxista a lembrou do pagamento. Ela solicitou que ele
 passasse em sua casa no dia seguinte, pois no momento
 não tinha dinheiro algum. Irritado, Arnaldo tentou 
compreender a situação da moça e aceitou novamente
 mais uma proposta da misteriosa e bela senhorita. Ela
 ditou a ele o endereço de sua casa: "Rua das Rosas,
 13-66" e depois foi embora. Num piscar de olhos, a 
mulher havia sumido, mas Arnaldo preferiu deixar 
isso de lado e ir descansar. Infelizmente, o pobre taxista
 não tinha percebido que estava em frente a um cemitério
 da cidade.

No outro dia, Arnaldo foi até o endereço que a mulher tinha

 passado para ele. Quando tocou a campainha, foi recebido 
por uma senhora. Contou o que havia acontecido, mas a 
senhora negou que alguém da família tivesse andado de táxi
 no dia anterior. Foi convidado para entrar, onde avistou um
 retrato da jovem que havia passado a madrugada com ele. 
Confirmou à senhora que era aquela mulher do retrato. 
A senhora começou a chorar. Arnaldo não entendeu o 
porquê. Mais calma, a senhora revelou ao taxista que o 
retrato era de sua filha, que há 3 anos atrás, havia morrido
 de acidente de carro no dia do seu aniversário.





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