sábado, 24 de junho de 2017

Professor de Harvard pede fim do Uber: “não pode ser corrigido”

Em artigo para a Harvard Business Review, Benjamin Edelman destaca que a empresa possui uma cultura de ilegalidade que é incorrigível.



Nenhuma empresa foi tão polêmica nos últimos anos do que o Uber. Por isso, Benjamin Edelman, professor de Harvard, acredita que a única solução é acabar com a empresa.
Em artigo para a Harvard Business Review, Benjamin destaca que a empresa possui uma cultura de ilegalidade que é incorrigível. Para ele, o Uber será para a indústria da mobilidade o que o Napster foi para a indústria da música: vai mostrar o que é possível fazer com a tecnologia, mas vai morrer em sua ilegalidade.
Benjamin destaca que a empresa está envolvida em vários escândalos recentes e que isso faz parte da cultura que se criou no Uber: do CEO, Travis Kalanick, ao funcionário mais baixo, a ideia é “pedir desculpas e não permissão”. E nem desculpa a empresa pede direito, na verdade…
Para o professor, o próprio modelo de negócios do Uber é baseado em ilegalidade, baseado em quebrar a lei. “E tendo crescido através dessa ilegalidade intencional, a empresa não consegue pivotar e seguir as leis”, afirma. 

Uber: um avanço

A companhia trouxe algum avanço para o setor, reconhece Benjamin. Mas não é nada que o mercado não estivesse buscando. Ele destaca que os táxis já possuíam GPS em 2010, quando o Uber surgiu, e hardware e software customizado para suas necessidades. Além disso, os aplicativos de táxi começaram a aparecer logo depois.
O Uber, porém, foi o primeiro a colocar aplicativos de smartphone para permitir pessoas chamarem carros e colocar os motoristas com um celular comum. Foi uma inovação, mas uma que surgiria logo depois de qualquer forma (e surgiu, já que o Easy Táxi no Brasil data desta época).

Ilegal desde o começo

A grande vantagem do Uber foi colocar carros comuns para fazer o transporte das pessoas, o que barateou e muito a experiência – já que não precisa pagar seguro para passageiro (coisa que táxis são obrigados), registro comercial, placas especiais (no Brasil, vermelhas), verificação de antecedentes, inspeção veicular e o resto. Só que isso era ilegal em todos os países que o Uber opera.
E como um concorrente fazendo coisas ilegais tende a fazer com que todos os concorrentes copiem, o setor logo passou a fazer tudo isso. Inclusive, é interessante notar que o Uber nem foi o primeiro a fazer isso: foi o Lyft, no final de 2012. E Travis Kalanick foi extremamente contra isso, já que até aquele momento o Uber só oferecia carros pretos licenciados para isso nos mercados que operava. Ele chegou a chamar a iniciativa do Lyft de “agressiva”, “pirata” e que todos os motoristas eram “criminosos”. Logo depois, fez o mesmo.
Para Benjamin, a degradação moral do Uber piorou ali. Ao invés de entrar na justiça, a empresa fez o mesmo que o rival e ainda aumentou o problema. E o fato de que a maior empresa de transporte por aplicativos estava interessada em fazer isso acabou fazendo que todas as outras também adotassem, como é o caso de Easy e 99 no Brasil.
A companhia começou a usar seus poderes para defender sua ilegalidade, contratando pessoas, criando procedimentos e sistemas de software para permitir que isso continuasse e fazer lobby para legalizar. Além disso, havia um grande esforço para pintar o Uber como a grande inovação do século e que seus críticos eram pessoas presas no passado. O professor destaca que isso era uma prática de todos os advogados e do departamento de marketing da empresa.
Ilegal desde o começo, a startup se esforçava para que isso se tornasse o normal logo depois. Mas alguns funcionários pagavam o preço, como os dois executivos presos na Europa, por exemplo, por operar sem licença. Os motoristas também sofreram represálias dos taxistas em diversas partes do mundo.
Até a chefe do setor jurídico, Salle Yoo, estava envolvida em buscar métodos de perpetuar a ilegalidade, ajudando a criar um software que escondia carros dos investigadores do governo. Isso caracterizava o quanto a cultura da empresa já estava contaminada pela intenção de não seguir leis.

Problema afeta tudo na empresa

E era um problema maior do que simplesmente trocar os líderes da companhia, como a empresa fez agora com o seu CEO. O professor de Harvard acredita que tudo já estava contaminado pela falta de interesse em seguir leis e cometer crimes para manter a empresa funcionando.
“O problema do Uber está no modelo de negócios e mudar a liderança não vai corrigir. Se o modelo não for atacado e mudado, essa ilegalidade vai continuar. O melhor jeito vai ser punir o Uber e outras empresas e fazer a lei ser cumprida, com pouco perdão”, destaca Benjamin. Para ele, caso uma pequena parte das jurisdições entre na justiça e ganhe contra a empresa, já será o suficiente para querer.
Tudo isso é parecido com o caso do Napster, que também era altamente inovador (na verdade, para a indústria da música foi uma revolução), mas nunca conseguiu se adaptar a legalidade – nenhuma gravadora iria aceitar suas músicas a aparecerem na companhia, depois de tanto tempo na ilegalidade. Ele foi forçado a fechar.
Mas o fim do Napster, lembra Benjamin, mudou a indústria da música – que entendeu o poder do download e do streaming, o que facilitou o surgimento do iTunes, Pandora e até do Spotify. O Uber também terá seus efeitos positivos, mudando leis e mostrando o que é possível com a tecnologia. Só que para o professor, é outra empresa, legal desde o começo, que deverá se beneficiar disso.



sábado, 13 de maio de 2017

A próxima voz é… você!


Wazer, chegou a hora de se preparar para os holofotes! Você mesmo será a voz do nosso querido navegador: com a nova função Gravador de Voz, é possível gravar sua própria voz para depois ouvir as instruções de condução. Legal, neh?

O gravador de vozes do Waze está disponível só para aparelhos Android por enquanto (em breve também no iOS), e lhe permite personalizar as instruções de navegação como já fizeram vários famosos.

Para ativar essa função, vá em Configurações > Som e voz > Gravador de Voz e fale, cante, grite ou se expresse à sua maneira. Só lembre de uma coisa: para proteger sua segurança e a dos seus companheiros de viagem, seja o mais preciso possível. No final de contas, são as suas instruções de condução ;)

Mais uma coisa... A gente adoraria ouvir a sua gravação: compartilhe sua melhor versão no FacebookInstagram ou Twitter.

Fique ligado/a para mais atualizações sobre o Waze Voice Recorder.

domingo, 23 de abril de 2017

Agora o Waze vai te lembrar de acender os faróis nas rodovias

Se você é motorista no Brasil, já sabe que é obrigatório dirigir com farol baixo aceso nas rodovias do país. Porém - quantas vezes já esqueceu de acender os faróis? Para lhe ajudar a dirigir com maior segurança e evitar multas, o Waze libera hoje uma nova função: lembrete de acender faróis nas rodovias (Android só, iOS esperem novidades).

Como funciona

Se você colocou um destino no Waze, está seguindo a rota sugerida, e essa rota inclui rodovias, o aplicativo lhe avisará 200-300 metros antes de chegar à rodovia que tem obrigatoriedade de acender faróis.


O aviso aparecerá somente uma vez por sessão, mesmo que tenha mais de uma rota na mesma sessão. A função está ligada por padrão, mas você sempre pode desligá-la desde as configurações, em Menu > Configurações > Conf. de exibição > Alertas na rota > Acender faróis.

O aviso de acender faróis será dado não somente com um aviso visual, mas por voz também.

Graças à comunidade
Essa função foi desenvolvida graças à comunidade de usuários do Waze. A informação das rodovias onde esse aviso deve aparecer é fornecida pelos editores de mapa locais.

Você também pode colaborar!

Agora sim, dirija pelas rodovias, com segurança e sem multas!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Waze com Spotify

Waze com Spotify: Parceria entre apps permite trocar de música enquanto se planeja a próxima viagem


Novidade começa a ser disponibilizada nesta terça (14) para dispositivos Android.


Interface do Spotify integrada com a navegação pelo Waze (Foto: Divulgação)

O aplicativo de navegação Waze agora consegue tocar as músicas salvas
 no seu smartphone. E o aplicativo de streaming Spotify já pode dar início
 à rota até seu próximo destino. Os dois apps anunciaram uma parceria
 nesta terça-feira (14) para integrar os serviços e facilitar a mudança de um
 para o outro.
Os novos recursos começam a ser disponibilizados nesta terça primeiro,
 e aos poucos, para aparelhos com sistema operacional Android.
 Não há informações sobre a versão para iOS.
Segundo as empresas, a parceria permite aos usuários:
  • Iniciar uma navegação via Waze de dentro do Spotify;
  • Acessar suas listas de músicas do Spotify pelo Waze;
  • Alternar entre os aplicativos com um toque, e trocar de faixas também
  • , mas só quando o carro estiver totalmente parado.
Essa não é a primeira integração do Spotify com outros serviços.
 O aplicativo de streaming de músicas pode ser usado em conjunto com
 apps de encontros, como Tinder e Happn, de transporte, como o Uber,
 e até de organização de fluxo de trabalho, como o Slack.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Post convidado: Como as editoras do mapa do Waze promovem a contribuição social feminina

Por: Caroline S. Guerra, usuária do Waze, Brasil.


Poder participar de uma comunidade que tem como foco o colaborativo e que, a partir dela, podemos desenvolver várias ações que de algum modo possam trazer benefícios à sociedade é simplesmente entusiasmante e maravilhoso.

Diferente de muitos relatos acerca de que um ambiente predominantemente masculino pode se mostrar hostil para as mulheres, a Comunidade Brasileira do Waze tem, de fato, um outro cenário.

A predominância de editores do sexo masculino é bastante notória, e o percentual de participação de mulheres como editoras é bem inferior. Embora muitas utilizem a tecnologia do aplicativo, poucas participam de alguma forma da construção dele, existindo uma reciprocidade baixa quanto à colaboração nas edições de mapa.

Objetivando mudar a realidade, a comunidade resolveu, por conta própria, desenvolver um projeto com diversas ações para aproximar as mulheres ao aplicativo (comunidade).

Tudo começou com um post no fórum da comunidade que visava estudar como tornar o Waze mais amigável para as editoras. Tal discussão foi essencial, pois muitas editoras encontraram ali a oportunidade de ter voz e encorajavam-se a “falar”. Dessa discussão no fórum da comunidade foi desenvolvido um planejamento com objetivos, metas e ações a serem implementadas no que acabaria de se tornar um projeto denominado “Mulheres no Waze Brasil”.

Assim, formamos um grupo do projeto e no início de 2016 foram iniciadas as ações. Para resumir podemos citar algumas, como, por exemplo, o envio de Mensagens Privadas (MP) para cada editora que identificávamos, inserindo a sugestão de participar de uma pesquisa voltada para editoras e de participar do grupo do Whatsapp e/ou Hangouts “mulheres no waze”, o qual foi criado para discutirmos vários assuntos desde edição até assuntos corriqueiros de mulheres, visando uma melhor aproximação. Até agora enviamos PMs para 451 editoras.

Também realizamos um encontro, via Hangouts, com as editoras; criamos uma logo do grupo das Editoras Waze Brasil, a qual foi inserida em algumas assinaturas no fórum; divulgamos nas redes sociais mantidas pela comunidade posts referentes às datas comemorativas nacionais para o público feminino; também divulgamos nosso projeto e a nossa realidade em blogs voltados para o público feminino que enfrentam essa mesma realidade. Tudo isso visando aproximar e incentivar a participação feminina na comunidade Waze.

Entretanto, constatamos que o intuito vai muito além de acolher mais mulheres na comunidade do Waze: o nosso interesse final é, principalmente, a contribuição social que podemos alcançar, utilizando o Waze como instrumento.

Portanto, para tentar mudar uma realidade basta uma ideia e colaboradores entusiastas. O que faz mover o mundo são as ações…movam-se!

Foram (e são) muitas ações desenvolvidas, e o mais legal e importante é o apoio de toda a comunidade no projeto e do entusiasmo das editoras com a ideia do projeto - sem esse apoio o projeto não conseguiria ir a adiante.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Digite ou use a voz: Waze simplifica busca por locais no Android e iOS


Waze liberou nesta quarta-feira (18) uma atualização do aplicativo para Android e iOS que simplifica a busca por locais. O programa do Google agora permite pesquisar lugares por categorias, o que deve ajudar a quem não sabe exatamente o que está buscando em uma cidade desconhecida.
Além disso, outra função que deve ajudar turistas permite falar em voz alta o nome de uma rua em um idioma diferente. Dessa maneira, o Waze poderá entender a língua ao cruzar a informação com o sinal do GPS para saber sobre o que o usuário se refere. isso significa que você pode ditar uma rua em inglês e obter o resultado correto mesmo se o app estiver em português.


Além disso, outra pequena mudança, mas igualmente útil, mostra a distância para qualquer local pesquisado, instantaneamente. É um recurso que parece ser simples demais, mas pode ajudar usuários que precisam saber se um destino é longe demais mesmo antes de carregar a navegação no mapa.
A nova versão do Waze já está disponível para download na Google Play e na App Store gratuitamente.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Compras de Natal de última hora? Waze sabe os horários com pior trânsito

Compras de Natal de última hora? Waze sabe os horários com pior trânsito                   


                   
                          

               
O mês de dezembro é o mais agitado para o comércio por conta das compras de final de ano e quanto mais próximo do Natal, pior fica o trânsito para chegar às lojas, supermercados e centros comerciais.
Segundo um levantamento do aplicativo Waze, no dia 24 de dezembro do ano passado, o tráfego para destinos comerciais cresceu 45%, enquanto que para supermercados a alta foi de 47%. Já para restaurantes e aeroportos o trânsito subiu 41% e 40%, respectivamente.
O aplicativo também viu um aumento de 98% no tráfego para centros religiosos, como igrejas e templos.

De uma forma geral, quem quiser evitar ficar parado no trânsito deve evitar sair de casa entre 6h e 15h. No caso das lojas, o horário de pico é das 9h às 15h; dos mercados, das 10h às 13h; dos restaurantes, das 11h às 14h; e dos aeroportos, das 6h às 12h. Veja o infográfico: